• PESSOAS COM ALBINISMO NO CUANZA-SUL DEFENDEM REFORÇO DA INCLUSÃO E DAS MEDIDAS DE PROTECÇÃO


    A coordenadora da associação de apoio às pessoas com albinismo na província do Cuanza-Sul, Etelvina Morais, defendeu, este sábado, no Sumbe, a necessidade do reforço da inclusão social e das medidas de protecção.
    A responsável falava no final da marcha de sensibilização, denominada "Uma Luz pela Inclusão", realizada no âmbito do Dia Mundial de Consciencialização sobre o Albinismo, que se assinala a 13 deste mês, por iniciativa das Nações Unidas.
    Etelvina Morais afirmou que a inclusão das pessoas com albinismo continua a ser uma prioridade para ultrapassar barreiras no acesso a direitos fundamentais, nomeadamente nos sectores da saúde, educação e emprego.
    A responsável disse que a data tem como objectivo combater preconceitos e promover o respeito pelos direitos das pessoas com albinismo.
    Salientou que a discriminação resulta, muitas vezes, da falta de informação e conhecimento sobre a condição.
    "É uma oportunidade para educar a sociedade sobre o albinismo e promover o respeito pleno pelos direitos destas pessoas", disse.
    Etelvina Morais explicou que a instituição do Dia Mundial de Consciencialização sobre o Albinismo surgiu em resposta aos casos de discriminação, perseguição, exclusão e violência registados em vários países africanos.
    Relativamente ao apoio governamental, considerou que, embora existam algumas iniciativas, estas ainda são insuficientes para responder às necessidades da comunidade albina.
    Referiu que a aquisição de produtos essenciais para a protecção da pele representa um dos principais desafios enfrentados pelas pessoas com albinismo, devido à sua elevada sensibilidade à radiação solar e ao maior risco de desenvolver lesões cutâneas e cancro da pele.
    Entre os produtos necessários, destacou o uso regular de protector solar com factor de protecção 50, cremes hidratantes específicos e óculos graduados, cujo custo elevado dificulta o acesso para muitas famílias.
    De acordo com a responsável, um protector solar adequado pode custar cerca de 28 mil Kwanzas, valor considerado alto para muitas famílias, sobretudo, pelo facto de grande parte das pessoas com albinismo vive em agregados familiares economicamente vulneráveis.
    Etelvina Morais apelou à criação de programas regulares de apoio e à implementação de medidas específicas de protecção solar para esta população, considerando-as fundamentais para prevenir complicações de saúde e melhorar a qualidade de vida.
    A marcha decorreu entre o Largo Comandante Cassange e o Largo da Liberdade, no Sumbe, e serviu para sensibilizar a população para a importância da inclusão, da igualdade de direitos e do respeito pela diversidade humana.
    //CUANZA SUL: MINHA BANDA, MINHA RESPONSABILIDADE//